Eleições no Cruzeiro têm candidatos definidos; ex-vice presidente do clube concorre à presidência

Novo mandatário da Raposa vai ser conhecido no dia 21 de maio e irá substituir José Dalai Rocha e Saulo Fróes da atual gestão cruzeirense

Ao lado de Wagner Pires, Ronaldo Granata (D) concorre ao cargo de novo presidente celeste.
Foto: Reprodução/Internet

Belo Horizonte, 12/05/2020 – Portal Futebol Diário

Como era previsto, o ano de 2020 do Cruzeiro não começou nada fácil após o seu primeiro rebaixamento na história à segunda divisão do Campeonato Brasileiro e o clube precisou começar praticamente do zero, mas ainda com sequelas de um trágico passado recente que machuca o seu torcedor. Com a bola sem poder rolar na Toca II, no Mineirão e nos gramados do Brasil afora, a Raposa busca fora dos campos em um dos seus inúmeros problemas atualmente, eleger o seu novo presidente – uma vez que Wagner Pires de Sá, último mandatário celeste, pediu renúncia do cargo ao lado na ocasião dos seus vices-presidentes Ronaldo Granata e Hermínio Lemos, em dezembro passado. No dia 21 de maio, o Cruzeiro vai conhecer no Barro Preto, em Belo Horizonte, a chapa vencedora da eleição com novo presidente e dois vices para dirigir o clube e também a nova mesa diretora do Conselho Deliberativo, em mandatos que serão válidos de 1º de junho a 31 de dezembro de 2020. Isto porque, em 2021, ano do centenário do Cruzeiro, haverá novas eleições para as presidências da instituição e do Conselho Deliberativo para os próximos três anos seguintes.

As eleições chegam ao lado azul de Minas Gerais em busca de encerrar a ‘guerra’ política que perdura dentro da instituição e, curiosamente, um dos candidatos ao cargo de novo presidente do Cruzeiro nesta oportunidade é o ex-vice presidente da Raposa, Ronaldo Granata. Um dos vices na contestada gestão passada, de Wagner Pires de Sá, Granata quer agora tornar-se presidente celeste e tem como seus aliados na chapa “Cruzeiro Primeiro”, Maurício Marques da Silva e Ailton Ricaldoni Lobo. A outra chapa e única adversária para presidência do Cruzeiro é a “Centenário”, a qual, Sérgio Santos Rodrigues deseja ser o novo presidente celeste tendo como seus vices Lidson Potsch Magalhães e Biagio Teodoro Peluso. Quem vencer por escolha dos conselheiros do clube, estará pela primeira vez no cargo máximo da Raposa e vai substituir o Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, presidido por Saulo Fróes e que assumiu o clube no fim de 2019 com a missão de tentar reerguer a Raposa em todas as esferas.

Por outro lado, o número de chapas que concorrem ao Conselho Deliberativo do Cruzeiro é maior em relação à presidência do clube. Depois de Zezé Perrella e José Dalai Rocha – esse último atual presidente interino em exercício da Raposa – Luiz Carlos Rodrigues Filho, Paulo César Pedrosa, Paulo Roberto Sifuentes Costa ou Giovanni Marcos Baroni vai tornar-se o novo presidente do Conselho Deliberativo cruzeirense. Na chapa “Independente”, Luiz Carlos Rodrigues Filho candidata ao lado de Roberto Alvares Magalhães (vice-presidente), André Fernandes (1º secretário) e André Elian Martins (2º secretário). Já na chapa “Somos Todos Cruzeiro”, Paulo Pedrosa tem como aliados Nagib Simões (vice-presidente), Evandro Vassali (1º secretário) e Marcus Edmundo Lambertucci (2º secretário). Por outro lado, na chapa “Somos Todos Cruzeiro”, Paulo Sifuentes tem ao seu lado Waldeyr Estevão de Paula Junior (vice-presidente), Jairo Soares Maia (1º secretário) e Herones Márcio Amaral Lima (2º secretário). Por último, na chapa “Transparência e Reconstrução”, figuram Giovanni Baroni, Celso Luiz Chimbida (vice-presidente), Alexandre de Souza Faria (1º secretário) e Alysson Vilela Caires (2º secretário).

Neste mês de maio, além das eleições de suma importância à instituição, o Cruzeiro sabe que necessita quitar uma das três parcelas referentes à dívidas na FIFA, sendo a primeira de R$ 36,6 milhões. Bastante endividado e sem receitas devido à paralisação do futebol por causa do novo Coronavírus, o clube celeste tenta se desdobrar para não ter piores consequências em um ano que a prioridade é o retorno à elite do Brasileirão e, até o momento, não conseguiu pagar tal acordo que pode ser herdado em atraso pelo novo presidente a partir de junho. Atualmente treinado por Enderson Moreira, o qual ainda nem sequer estreou oficialmente sob o comando técnico celeste, a Raposa não entra em campo desde o dia 15 de março, quando perdeu no Independência para o Coimbra, por 1 a 0, em partida válida pelo Campeonato Mineiro – competição que o Cruzeiro nem sequer figura entre os quatro primeiros colocados que classificam às semifinais. Quando o futebol retornar, um dos desafios do novo técnico e também dos novos comandantes do clube, além de uma reabilitação no Estadual, será motivar a equipe na Copa do Brasil, uma das principais fontes de receitas do Cruzeiro em 2020. Depois de passar da primeira e segunda fase, o time celeste encontra-se em desvantagem na terceira fase contra o CRB, após perder o jogo de ida pelo placar de 2 a 0, no Mineirão. Para avançar e garantir uma premiação de R$ 1,5 milhão, o Cruzeiro vai precisar em Maceió-AL reverter a diferença.