Atlético deve dois meses de salários e direitos de imagem; após abrir mão de vários atletas, Galo pode decidir outra situação

Diretoria quer voltar aos trabalhos nas próximas semanas em busca de recondicionar os seus jogadores almejando um eventual retorno do futebol; clube também tenta definir futuro de Cazares

Atrás de Cazares na imagem, os laterais Lucas Hernández e Patric não jogam mais pelo Galo. Foto: Bruno Cantini / Atlético

Belo Horizonte, 12/05/2020 – Portal Futebol Diário

Da mesma maneira que a minoria dos times da Série A do Brasileirão até o momento, o Atlético realiza, na Cidade do Galo, testes para Covid-19 em um total de 120 pessoas que trabalham no clube, dentre elas, os jogadores. Do elenco atual atleticano, oito atletas, contudo, não tiveram presentes no procedimento que iniciou na última segunda-feira e o qual busca averiguar a saúde deste instante seja dos jogadores, da comissão técnica e dos funcionários em geral, para uma eventual volta gradativa às atividades nas próximas semanas seguindo todos os protocolos médicos estipulados e respeitando as recomendações das autoridades de saúde. Devido à política de contenção de despesas e avaliação técnica, nomes como Ricardo Oliveira, Franco Di Santo, Ramón Martínez, Lucas Hernández, Edinho, Zé Welison, Clayton e Mansur, a pedido do técnico Jorge Sampaoli, não fazem mais parte dos planos do Atlético e a diretoria do Galo está analisando a situação de cada um desses atletas, visto que todos ainda têm contratos vinculados e precisarão de rescisões contratuais para deixarem oficialmente a equipe alvinegra com o intuito por parte do clube em ‘enxugar’ a sua folha salarial.

Outro jogador que também tem vínculo contratual com o Atlético e, por sua vez, segue com futuro indefinido é o meio-campista e camisa 10 do time, Cazares. Com contrato renovado há dois anos até 31 de dezembro de 2020 com o Galo, o equatoriano se vê em mais um dos momentos delicados no clube fora das quatro linhas, e sua continuidade no Atlético não deve mais depender apenas de uma performance positiva nos gramados, mas, tudo indica, que também de um maior comprometimento quando estiver longe dos campos oficiais. Nos últimos dias e desrespeitando a recomendação do Galo, Cazares, ao lado do seu companheiro de equipe Rómulo Otero, estiveram participando de um bate-bola com várias pessoas em uma quadra society, na cidade de Santa Luzia, Região Metropolitana de BH. A ida dos dois atletas até o local não ecoou positivamente dentro do Atlético por causa da pandemia do Coronavírus e Cazares, particularmente, parece ficar mais distante que próximo neste momento de seguir por mais anos na Cidade do Galo com o acúmulo de polêmicas.

Ainda sem uma definição oficial no caso do equatoriano, o Atlético deixa evidente que está em processo de reformulação no plantel com o seu novo treinador, Sampaoli, principalmente após abrir mão de quatro atacantes, dois meio-campistas e dois laterais esquerdos citados anteriormente. Assim como Cazares e Otero, Zé Welison e Mansur foram outros vistos nos últimos dias participando de uma ‘pelada’ com um grupo de amigos e também, na ocasião, desrespeitaram as orientações atleticanas. As saídas de atletas atualmente no Atlético aliada aos processos de renovações contratuais de jogadores que precisam ser definidos, como no caso de Cazares que – a partir do segundo semestre, pode assinar um pré-contrato com qualquer time caso for do seu interesse – ocorre ao mesmo tempo no qual o clube vive uma situação semelhante à maioria das agremiações brasileiras em meio ao caos do novo Coronavírus. Neste instante, conforme apurou à reportagem do Portal Futebol Diário, o Atlético está com dois meses da sua folha salarial e direitos de imagem em atraso e a falta de partidas, possíveis negociações de atletas e arrecadação, junto a outros compromissos financeiros de gestões passadas, faz com que o clube não esteja conseguindo cumprir até então tais acordos com os atuais jogadores. No fim de março, o Galo precisou reduzir 25% dos salários de grande parte dos setores devido à queda de receitas em virtude das consequências da Covid-19.