Em clássico sem torcedores no Morumbi, São Paulo bate Santos e é mais um time classificado às quartas de final

Tricolor Paulista sai atrás no placar, mas consegue reverter história na partida e caminho para à próxima fase do Campeonato Paulista está traçado

Jogadores dos dois times cumprimentam com cuidado antes do apito inicial.
Foto: Ivan Storti/Santos

Do Portal Futebol Diário, em Belo Horizonte

A igualdade no clássico entre São Paulo e Santos na noite do último sábado, no Morumbi, em duelo válido pela décima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista 2020 ficou somente nos cumprimentos antes de a bola rolar na capital paulista. Devido à pandemia do Coronavírus, os jogadores das duas equipes cumprimentaram-se de uma maneira diferente do costume em busca de evitar o contato direto com as mãos, medida definida como umas das principais para evitar a contaminação da doença que vem causando terror no mundo. Dentro das quatro linhas, o Santos até saiu à frente no marcador, mas o São Paulo tomou conta da partida posteriormente e venceu por 2 a 1, placar que no fim das contas ficou barato no San-São e o qual resultou na classificação do São Paulo às quartas de final da competição restando ainda duas rodadas para o desfecho final. A vitória sobre o Peixe deixa o São Paulo com 18 pontos na liderança isolada do Grupo C, enquanto o Santos mesmo com o revés também segue na ponta do Grupo A, com 15 pontos ganhos. Além do São Paulo, outro clube com a vaga garantida de forma antecipada à próxima fase é o Bragantino, que ganhou do Água Santa também no último sábado pelo placar de 4 a 0 e, por sua vez, figura na liderança do Grupo D.

Vindo de triunfo na Libertadores sobre a LDU na última quarta-feira e quase completo completo para o clássico, o São Paulo teve uma mudança importante em seu time titular para enfrentar o Peixe. Lesionado, o goleiro Tiago Volpi desfalcou a equipe comandada pelo técnico Fernando Diniz e Lucas Perri teve a incumbência de buscar parar o ataque santista. Por outro lado e também com moral para encarar o Tricolor Paulista ao chegar para o confronto no Morumbi depois de ter vencido o Delfín, na terça-feira passada, pela Libertadores, o Santos teve a sua escalação ideal sob a batuta do técnico português Jesualdo Ferreira. A reabilitação do São Paulo no Campeonato Paulista, apesar de domínio geral ao término da partida, não começou fácil. Porém, a primeira chance do jogo foi do time anfitrião que não teve à sua torcida presente nas arquibancadas – Antony, em jogada individual pela direita do ataque, passou pela defesa do Peixe e chutou com a perna direita. Bem colocado, Everson, goleiro do Santos, defendeu.

Em seguida e na primeira chegada ao setor ofensivo, o Santos surpreendeu a equipe da casa e abriu o placar. Depois de bela troca de passes, Carlos Sánchez deixou Pará livre pela direita da grande área e o lateral santista serviu açucaradamente Arthur Gomes pelo centro do setor. De primeira, o atacante do Peixe finalizou firme e estufou o barbante do Estádio Cícero Pompeu de Toledo: 1 a 0. Na tentativa de igualar rápido o placar, o Tricolor Paulista avançou ao ataque um minuto após ter sofrido o gol e quase empatou o jogo. Em nova jogada individual de Antony, desta vez, o atacante são-paulino apareceu pela meia-lua e chutou rasteiro, com a perna perna canhota e bastante colocado. Com a ponta dos dedos, Everson salvou o Santos em ótima defesa e assegurava naquele instante a vantagem visitante.

Melhor na partida mesmo em desvantagem no marcador, o São Paulo não dava trégua à defesa do Peixe e assustou Everson em finalização perigosa de Alexandre Pato, uma vez que o camisa 7 são-paulino foi acionado pela esquerda do ataque e arrematou rasteiro. A bola tirou tinta da trave esquerda do Peixe e não entrou por alguns centímetros. Com a posse de bola, o São Paulo seguia com paciência para trabalhar a armação das jogadas até encontrar o gol. Contudo, um lance acabou sendo primordial para o rumo da partida mudar totalmente no placar, quando Daniel Alves recebeu falta dura de Jobson no meio de campo e o volante santista foi punido com o segundo cartão amarelo deixando à sua equipe em desvantagem numérica. Mais confiante depois da expulsão do jogador adversário, o São Paulo se postava ainda mais no campo de ataque e, na última tentativa no primeiro tempo, Bruno Alves aproveitou escanteio cobrado por Daniel Alves e cabeceou firme. Atento, Everson executou nova intervenção e levou para o vestiário o triunfo parcial para o seu time.

Pablo é abraçado pelos seus companheiros depois de marcar gol. Foto: São Paulo FC

O empenho do São Paulo foi premiado apenas na volta para o segundo tempo. No primeiro lance de ataque do time da casa, Pablo, em sua primeira tentativa na partida, não perdoou. Após cobrança de falta de Daniel Alves pela esquerda, Everson saiu do gol e afastou mal a bola com as mãos. No rebote do lance, Pablo, bem posicionado na grande área, chutou de primeira e com força para empatar o clássico: 1 a 1. Se antes do resultado igual no placar o ímpeto do São Paulo era duradouro, depois do tento de Pablo a intensidade são-paulina cresceu ainda mais com o Santos resguardado na defesa e buscando uma oportunidade para contra-golpear no momento certo. Logo após empatar o duelo, o São Paulo teve com Daniel Alves, em arremate acrobático do camisa 10 anfitrião, a primeira chance de desempatar a partida. A tentativa do jogador da Seleção Brasileira, entretanto, passou rente ao travessão santista.

Em número de finalizações, o São Paulo já era vitorioso sobre o Santos com 21 chutes a gol contra somente 2 do Peixe naquele momento. E o segundo gol são-paulino era mesmo questão de tempo pelas inúmeras chances criadas e pelo volume de jogo majoritário na partida. Primeiro, Antony tentou vencer Everson em nova tentativa de arremate e nesta oportunidade, com o pé direito. Mas o arqueiro do Peixe não deixou a bola passar e se esticou todo para executar outra bela defesa no San-São. No entanto, minutos depois de trabalhar, Everson não conseguiu conter novamente a estrela de Pablo que brilhou novamente na partida. Desta vez, Alexandre Pato cruzou pela esquerda e encontrou o seu companheiro de ataque presente na segunda trave – livre, Pablo escorou de cabeça e fez o segundo dele e do São Paulo na partida: 2 a 1. O gol de desempate do São Paulo serviu para escancarar o domínio anfitrião no jogo e o placar poderia ter sido maior, uma vez que o próprio Pablo e Alexandre Pato, tiveram, respectivamente, novas oportunidades e pararam em Everson.