Cruzeiro joga mal, perde no Mineirão e fica mais distante de classificação na Copa do Brasil

Sem padrão de jogo, Raposa volta a decepcionar sua torcida e não consegue superar CRB em duelo de dois times que vão disputar a segunda divisão em 2020

João Lucas (D) é vaiado pelos torcedores do Cruzeiro em novo revés na temporada.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Do Portal Futebol Diário, em Belo Horizonte

Marco Túlio Souto

Frágil, inseguro, inoperante e desorganizado. Após perder o clássico para o Atlético no último sábado pelo Campeonato Mineiro, o Cruzeiro não conseguiu se recuperar na noite da última quarta-feira, no Mineirão, em partida de ida válida pela terceira fase da Copa do Brasil. Contra o CRB-AL, a Raposa deu vexame diante dos seus torcedores com futebol ruim apresentado novamente na atual temporada e perdeu pelo placar de 2 a 0, com um gol em cada tempo dos alagoanos. Com somente uma vitória nos últimos oitos jogos em 2020, o time celeste vai precisar agora de um triunfo por três ou mais gols de diferença no duelo de volta, na quarta-feira da semana que vem, às 19h15, em Maceió, se quiser avançar de maneira direta à quarta fase sem precisar novamente de uma decisão por pênaltis, como aconteceu na segunda fase perante o Boa Esporte, em Varginha. O segundo revés consecutivo cruzeirense na atual temporada foi o terceiro do Cruzeiro em 2020, e a equipe celeste acumula três partidas seguidas sem vitória reunindo as atuais competições em disputa.

Pensando em largar na frente na eliminatória, o técnico Adílson Batista deixou de lado o esquema tático com três volantes e ofereceu uma nova oportunidade ao jovem atacante Thiago, que fez o gol na derrota da Raposa no clássico contra o Galo. Para a entrada de Thiago, saiu o volante Pedro Bicalho e o Cruzeiro foi a campo mais ofensivo com Fábio; Edílson, Cacá, Arthur e João Lucas; Filipe Machado, Jadsom, Maurício e Everton Felipe; Thiago e Marcelo Moreno. Além dessa alteração, outra mudança também foi efetuada nos onze iniciais do Cruzeiro com a volta do volante Filipe Machado no lugar do zagueiro Edu, no meio de campo. A proposta de jogo da Raposa, contudo, não funcionou principalmente no primeiro tempo, quando o Cruzeiro teve enormes dificuldades de infiltrar no fechado sistema defensivo do CRB, que tinha o experiente zagueiro Gum, ex-Fluminense, na zaga.

O time alagoano, por sua parte, tinha em sua estratégia aproveitar os espaços deixados pelo Cruzeiro e a total fragilidade do time celeste quando atacado sucessivamente. Sem criatividade, construção de ocasiões de gols e mostrando ser uma equipe ainda bastante desentrosada, a Raposa não conseguiu conter a primeira investida de perigo dos visitantes na partida. Aos 17 minutos, o atacante Léo Gamalho aproveitou cruzamento na grande área e saltou mais alto que a zaga cruzeirense para cabecear firme e inaugurar o placar. O gol do CRB deixou o Cruzeiro, posteriormente, mais ansioso no confronto e a falta de pontaria dos jogadores cruzeirenses evidenciou tal nervosismo. Na volta para o segundo tempo, Adílson Batista modificou duas peças substituindo o lateral esquerdo João Lucas – que fez péssima partida e foi vaiado pela torcida do Cruzeiro – para a entrada de Rafael Santos, além da estreia do meia Robinho neste ano, que entrou no lugar de Everton Felipe.

Diferentemente da primeira etapa, o Cruzeiro retornou para o segundo tempo um pouco mais presente e agressivo no ataque. Buscaram empatar a partida pela Raposa em tentativas de finalizações Jadsom, Marcelo Moreno, Maurício e Filipe Machado, mas não efetivas contra a meta adversária. A falta de precisão do Cruzeiro ocasionou em um castigo aos jogadores cruzeirenses aos 14 minutos da etapa complementar, e o algoz da noite celeste voltou a estufar o barbante do Gigante da Pampulha. Depois de jogada pela esquerda, Léo Gamalho completou cruzamento rasante e desviou com categoria tirando a chance de defesa para Fábio. O placar parcial desesperou ainda mais o Cruzeiro, que partia para o ataque de qualquer maneira e seguia com dificuldades de balançar a rede. Adílson Batista, em contrapartida, apostou no jovem atacante Welinton, o qual pouco conseguiu resolver a inoperância ofensiva celeste. No último minuto de jogo, ainda teve tempo para Fábio defender chute em contra-ataque do CRB e evitar uma derrota ainda maior em Belo Horizonte. Este foi o primeiro revés do Cruzeiro na história para o CRB, uma vez que antes do apito inicial a Raposa jamais havia perdido para a equipe alagoana na história com 4 vitórias e 2 empates. Em 2020, o time cruzeirense tem até o momento 48% de aproveitamento e vai precisar buscar reabilitação no domingo, diante do Coimbra, às 16h, no Mineirão, pela nona rodada do Campeonato Mineiro, competição a qual o Cruzeiro figura em quinto lugar com 14 pontos.