Atlético demite treinador, diretor e gerente de futebol depois de mais uma eliminação em 2020

Clube informa oficialmente que Dudamel, Rui Costa e Marques não permanecem no Galo para o decorrer da temporada; substitutos aos cargos devem ser anunciados em breve

Passagem de Dudamel no Galo durou apenas um mês e meio. Foto: Bruno Cantini / Agência Galo / Atlético

Do Portal Futebol Diário, em Belo Horizonte

Às 01h52 da madrugada depois da derrota vexatória nos pênaltis para o Afogados, no interior do Estado de Pernambuco, que ocasionou na eliminação precoce do Atlético da Copa do Brasil, o clube, por meio de sua assessoria de comunicação, comunicou oficialmente que o treinador venezuelano Rafael Dudamel e sua comissão técnica, além do diretor de futebol, Rui Costa e o gerente de futebol e ex-jogador, Marques, foram demitidos e não fazem mais parte da diretoria atleticana para a sequência da atual temporada. A segunda eliminação do Galo neste começo de 2020 custou caro a instituição dentro e fora de campo, sobretudo, pelos investimentos feitos neste princípio de temporada, e agora o presidente Sergio Sette Câmara vai precisar, no decorrer dos próximos dias, buscar um novo técnico, diretor e gerente de futebol para os lugares neste instante vazios e pressionados.

De acordo com o Atlético, para a partida deste domingo, diante do Boa Esporte, às 19h, em Varginha, válida pela sétima rodada do Campeonato Mineiro, o time atleticano será comandado por James Freitas e Lucas Gonçalves, ambos da comissão técnica fixa. A demissão de Dudamel, que chegou ao Galo em janeiro deste ano com recepção de torcedores alvinegros no Aeroporto aliada à expectativa de um longo trabalho de sucesso no Atlético acabou indo por água abaixo e torna-se uma das mais rápidas passagens de treinadores na história do clube. Em apenas 10 jogos oficiais pelo time alvinegro e com dois anos de contrato assinado, Rafael Dudamel não permanece mais na Cidade do Galo apesar de 4 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, números, entretanto, bastante enganosos de sua equipe com rendimentos ruins em partidas do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e Sul-Americana, os quais ocasionaram em duas quedas em torneios importantes de mata-mata e, até o momento, a quarta posição do Estadual.

Dudamel apareceu como alvo da diretoria atleticana depois de insucessos do clube em contratar, por exemplo, Jorge Sampaoli, ex-técnico do Santos e Fábio Carille, ex-treinador do Corinthians. Porém, a contratação do treinador na oportunidade da Seleção da Venezuela, trazia uma esperança por um bom trabalho no Atlético após o Galo não ter conseguido na última década sustentar por muito tempo as permanências de outros profissionais no cargo de técnico da equipe. Antes de Dudamel, Vagner Mancini foi mais um a não permanecer, além de Rodrigo Santana, Levir Culpi, Thiago Larghi e Oswaldo de Oliveira. A história é semelhante em outros cargos de tamanha importância no Atlético, os quais possuem também pressão por grandes resultados e que não foram sustentados com temporadas sem conquistas. Após ser contratado para assumir as categorias de base, Marques foi promovido ao profissional como diretor de futebol e, depois, a função de gerente – mas, agora, ele está fora do clube onde é ídolo pela torcida. No caso de Rui Costa, que chegou posteriormente na gestão de Sette Câmara, também não durou tanto tempo apesar de algumas contratações de destaque neste ano, contudo, agregadas a outros reforços contratados e que não deram certo em 2019.