Sem margem para erro, Atlético estreia na Copa do Brasil 2020 atento à regra da primeira fase

Apesar de pouco tempo de trabalho, técnico venezuelano já possui cobranças no Galo e classificação contra time paraibano é considerada obrigatória

Dudamel quer extrema atenção de jogadores do Atlético em duelo de jogo único pela Copa do Brasil. Foto: Bruno Cantini/Atlético

Do Portal Futebol Diário, em Belo Horizonte

O Atlético vai debutar pela terceira vez na temporada 2020 neste começo de ano em mais uma competição que tem como desafio por título vivendo atualmente um jejum de três anos sem levantar um caneco para a sua galeria. Em uma única vez campeão da Copa do Brasil na história e, especialmente para o Galo diante do arquirrival, Cruzeiro, em 2014, o time alvinegro tem compromisso marcado nesta quarta-feira, às 21h30, pela primeira fase do torneio que melhor premia nos dias atuais na América do Sul. Em 2020, o campeão da Copa do Brasil pode receber uma quantia total de R$ 72,8 milhões e o Atlético, assim como à maioria dos clubes do futebol brasileirão, estão de olho neste valor para os seus cofres. Contra o Campinense, em Campina Grande-PB, a equipe do técnico Rafael Dudamel vai precisar não vacilar, em princípio, como aconteceu na partida de ida da primeira fase da Sul-Americana, diante do Unión de Santa Fé, na Argentina, que obrigará o Galo agora em reverter um placar de 3 a 0, no Horto, para seguir vivo no certame.

Diferentemente da Copa Sul-Americana na primeira fase, na Copa do Brasil a decisão do classificado sai em apenas um jogo. Para avançar à segunda fase, o Atlético precisa somente de um empate perante o Campinense, no entanto, em caso de uma eventual derrota, o Atlético será eliminado do torneio, algo impensável por clube e torcida neste momento. Este não vai ser o primeiro embate entre os dois clubes na história do futebol brasileiro e o Galo já visitou em uma primeira oportunidade o Campinense, no Estádio Amigão, palco do novo encontro logo mais. Até então, foram três jogos disputados entre Atlético e Campinense e com vantagem atleticana, que venceu uma partida e empatou outros dois confrontos. O único triunfo alvinegro diante do Campinense aconteceu em 1978, pelo placar de 1 a 0, em Campina Grande. Já o último duelo das duas agremiações foi no ano de 1981, no Mineirão, em Belo Horizonte, e o placar terminou empatado sem gols.

Para esta nova partida, o Galo pode ter novidades em sua escalação titular tanto em relação ao revés pela Sul-Americana quanto ao triunfo, no domingo passado, pelo Campeonato Mineiro, sobre a URT, por 1 a 0, em Patos de Minas. Líder do Estadual neste instante com um jogo a mais que o segundo colocado e arquirrival, Cruzeiro, o Atlético pode ir a campo na Paraíba com o retorno do capitão Réver, no sistema defensivo, além da volta certa do lateral esquerdo Fábio Santos, poupado da última partida atleticana devido a um desgaste físico. Enquanto Fábio Santos regressa à equipe alvinegra, o lateral esquerdo e recém-contratado, Guilherme Arana, não foi desta vez relacionado por Dudamel.

As demais novidades no Atlético para o embate em Campina Grande devem ocorrer também no meio de campo, com o retorno do volante Jair, por exemplo, no setor. Já Cazares, com uma lesão na coxa esquerda e Rómulo Otero, ainda aperfeiçoando a condição física, além do novo meio-campista contratado, Jefferson Savarino, que também trabalha o condicionamento físico, estão descartados para o jogo contra o Campinense. Com isso, disputam vagas no meio-campo ofensivo atleticano Hyoran, Dylan Borrero, Marquinhos e Edinho. Ainda com Victor no banco de suplentes e Cleiton vendido, o Galo deve ser escalado com Michael; Maílton, Réver, Gabriel e Fábio Santos; Zé Welison, Jair, Allan, Marquinhos e Dylan Borrero; Di Santo. Por outro lado, o Campinense vai ter em seus onze iniciais Adílson; Allefe, Vitão, Ueles e Camargo; Peu, Robertinho, Romário Becker e Matheus Silva; Rafael Ibiapino e Zé Paulo.