Após gol de falta depois de cinco anos, Seleção Brasileira bate Coreia do Sul e Tite respira

No último amistoso em 2019 e críticas à beça, Brasil volta a vencer no ano e coloca fim em jejum de quatro meses sem triunfo pós Copa América

Placar da Seleção foi aberto pelo meia Lucas Paquetá. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Do Portal Futebol Diário, em Belo Horizonte

Marco Túlio Souto

Na última partida de 2019, a Seleção Brasileira voltou a mostrar um futebol envolvente e termina o ano com triunfo em amistoso contra a Coreia do Sul, pelo placar de 3 a 0, que aconteceu nesta terça-feira, nos Emirados Árabes Unidos. Vitória que traz ao mesmo tempo um pouco de alívio não apenas aos jogadores da Seleção, mas também a Tite que vive dias de alta pressão no cargo de técnico do Brasil. Depois do título da Copa América, em julho passado, a Seleção Brasileira ainda não havia vencido com três empates e duas derrotas nos últimos cinco amistosos neste segundo semestre, porém, coloca fim em série negativa após melhor imposição ofensiva e encerrando também outro tabu na história recente do time canarinho. Além disso, o triunfo da Seleção, apesar de rendimentos abaixo do esperado no contexto geral pós Copa América, deixa saldo positivo em relação ao número de jogos em 2019. Em 16 partidas disputadas neste ano, foram 8 vitórias, 6 empates e 2 derrotas.

Com várias alterações na equipe titular em relação ao revés para a Argentina na última sexta-feira, Tite foi premiado com a manutenção do seu camisa 10 dessa Data FIFA, o qual sofreu muitas críticas no clássico diante dos ‘hermanos’. Logo aos oito minutos de jogo e em troca de passes envolvente, o lateral esquerdo Renan Lodi, ex-Athletico Paranaense e atualmente no Atlético de Madrid, fez cruzamento perfeito para a conclusão do ex-Flamengo e atualmente no Milan, Lucas Paquetá, de cabeça, abrir o escore para a Seleção. O gol inicial foi importante para o meio-campista brasileiro e também para o andamento da partida contra uma seleção veloz e que gosta de atacar pelos lados do campo, principalmente com a sua maior estrela, Son, jogador do Tottenham e que quase empatou o duelo minutos depois do tento brasileiro ao executar ótima jogada pela esquerda do ataque e finalizar rasteiro, rente à trave esquerda do goleiro Alisson.

Mas o dia era da Seleção Brasileira. Aos 35 minutos da primeira etapa, o Brasil conseguiu uma falta perigosa pela entrada da área e, sem Neymar, mais uma vez ausente devido a uma lesão, coube a Philippe Coutinho, atleta do Bayern de Munique, chamar uma grande responsabilidade já que a Seleção não marcava gol em cobrança de falta há cinco anos, mais precisamente 72 jogos. O último tento de falta da Seleção Brasileira havia sido em agosto de 2014, contra Colômbia, em amistoso em Miami, quando Neymar acertou bonita cobrança no fundo da rede. Mas com extrema categoria, Coutinho fez sua parte e guardou a bola no ângulo direito do goleiro sul-coreano Cho Hyun-Woo, para fazer um golaço, encaminhar a vitória brasileira e quebrar um longo jejum sem gols através de cobranças de faltas do time brasileiro que já deixava o torcedor em abstinência.

A Coreia do Sul até tentava novas investidas no sistema ofensivo e sempre buscando o seu principal jogador, Son. Porém, as estatísticas favoráveis à equipe do técnico Tite dava indícios que quem estava mais próximo de outro gol era a Seleção Brasileira. Com 16 tentativas a gol contra 13 da Coreia, 57% de posse de bola a 43% dos sul-coreanos, além de 595 passes contra 422, o Brasil chegou ao terceiro tento ainda no começo da etapa complementar e utilizando justamente a troca de passes para definir o importante triunfo no Estádio Mohammed Bin Zaeyd. Com um minuto com a bola nos pés, o lateral esquerdo Renan Lodi novamente contribuiu em assistência, desta vez para o lateral direito Danilo, de lateral para lateral, e gol brasileiro para fechar a conta após forte finalização do jogador do Manchester City de fora da área.

Com essa vitória sobre a Coreia do Sul, terceira consecutiva diante do adversário no retrospecto histórico, a Seleção Brasileira volta a jogar agora somente em 2020, ano que o Brasil vai começar a disputar uma vaga para a Copa do Mundo no Catar de 2022, com o início em março das Eliminatórias da América do Sul. Além das Eliminatórias, 2020 vai ser ano também de mais uma Copa América para a Seleção Brasileira que vai ser disputada entre 12 de junho a 12 de julho, na Argentina e Colômbia.