Messi faz a diferença, Argentina domina Brasil e aumenta série para quatro meses sem vitória da Seleção

‘Hermanos’ amassam comandados de Tite e resultado final fica barato para a Seleção Brasileira, que apresenta mais uma vez futebol pobre após o título da Copa América

Messi fez o gol do triunfo da alviceleste. Foto: Reprodução/Internet

Belo Horizonte, 15/11/2019 – Portal Futebol Diário

Marco Túlio Souto

Massacre técnico, tático e físico. A Argentina voltou a vencer o Brasil depois de dois anos e encerrou jejum. Na revanche em 2019 após ter perdido para a Seleção Brasileira nas semifinais da Copa América em Belo Horizonte, os ‘hermanos’ não deram nenhuma chance desta vez para a equipe de Tite, em amistoso disputado na Arábia Saudita, nesta sexta-feira. O triunfo da Argentina foi pelo placar de 1 a 0, e a Seleção Brasileira chega a mais de quatro meses sem conquistar uma vitória desde quando conquistou o título da Copa América, em julho passado. De lá para cá e com um rendimento muito abaixo do esperado, o Brasil disputou cinco amistosos, perdeu dois e empatou três. Por outro lado, a Argentina chega a seis partidas de invencibilidade após ter sido terceira colocada na Copa América, com uma sequência de quatro vitórias e dois empates neste segundo semestre. O novo revés da Seleção Brasileira também aumenta a pressão ao técnico Tite, que não teve novamente Neymar a disposição para esta Data FIFA, além do capitão Daniel Alves e Éverton Cebolinha.

Apesar de ter sido amplamente dominada pela Argentina durante os 90 minutos no Estádio King Saud, o Brasil teve a primeira grande oportunidade do jogo para sair à frente no marcador no Superclássico das Américas. Foi quando Gabriel Jesus acabou sendo derrubado na grande área por Pezzella, e o árbitro apontou a penalidade máxima. Na cobrança, contudo, Gabriel Jesus bateu mal, cobrou para fora e perdeu o terceiro dos últimos quatro pênaltis cobrados pela Seleção Brasileira. Algo que diminuiu a confiança do Brasil e motivou de maneira ampla a Argentina, que buscava o gol a todo instante com muita presença ofensiva, trocas de passes de forma objetiva, forte marcação e poucos espaços ao time de Tite, o qual já estava visivelmente preocupado na área técnica.

Aos 11 minutos, Messi começou a mostrar a que veio e disparou em velocidade pela direita do ataque até ser obstruído pelo lateral esquerdo Alex Sandro na grande área: pênalti marcado agora para a Argentina. O próprio camisa 10 argentino e escolhido pela FIFA o melhor jogador do mundo este ano, chamou a responsabilidade e foi para a cobrança. Na batida, Alisson adivinhou a cobrança de Messi, mas acabou espalmando a pelota nos pés do jogador que, no rebote, chutou para o fundo das redes e abriu o placar. Esse foi o gol de número 69 de Messi pela alviceleste, em 137 jogos disputados. Depois disso, o Brasil nem sequer passava do meio de campo e era sucumbido pela Argentina, que criava sucessivas chances na habilidade de Lionel Messi bastante ativo na partida. Na primeira oportunidade após o tento, a defesa brasileira saiu jogando mal e a bola sobrou no pé canhoto de Messi, o qual finalizou firme, mas a bola bateu por sorte no joelho de Éder Militão e evitou o segundo gol da Argentina.

Já na segunda chance clara da Argentina na primeira etapa após o primeiro gol, Messi mais uma vez foi o autor do lance. Desta vez, ele arrancou rápido pelo ataque, deixou toda a marcação do Brasil na saudade e arrematou rasteiro. Atento e bem colocado, Alisson fez nova defesa, salvou a Seleção Brasileira e dava indícios que seria o nome do Brasil no jogo. Sem criatividade com Lucas Paquetá e Willian na armação ofensiva, a Seleção tinha dificuldades para penetrar no sistema defensivo argentino, o qual chegava duro em todas as jogadas e colocava imposição sobre o time canarinho. Com Paulo Dybala e Sergio Aguero no banco de reservas, Messi tinha Lautaro Martínez como companheiro de ataque, que dava trabalho à defesa brasileira com bastante movimentação no sistema ofensivo.

Na volta para o segundo tempo e atrás no escore, Tite substituiu Lucas Paquetá por Philippe Coutinho – que começou no banco de reservas – a fim de tentar alterar o panorama no meio de campo e em busca de tentar dar uma melhor condição na construção das jogadas. No entanto, Coutinho nada acrescentou e era Messi quem fazia a diferença na partida, com muitas jogadas de ataque, cobranças de faltas perigosas e obrigando Alisson a trabalhar consecutivamente. A primeira chance dos ‘hermanos’ na segunda etapa foi com Ocampos, que mandou um petardo na meta brasileira e Alisson espalmou para escanteio. Depois, Messi fez o arqueiro do Brasil mandar novo arremate para escanteio, desta vez em cobrança de tiro livre pela direita e com muito efeito. Na tentativa de tentar melhorar a performance da Seleção Brasileira, que mal atacava a Argentina, Tite colocou em campo Fabinho, Renan Lodi, Richarlison e, a principal esperança daquele momento, Rodrygo, ex-santos e atualmente em ótima fase pelo Real Madrid.

Mas nem todas essas alterações fizeram com que o Brasil reagisse no duelo, pelo contrário, a Argentina não parava de criar oportunidades e o resultado de 1 a 0 era barato para a Seleção Brasileira. Em novas ocasiões, a mais clara perdida pelos ‘hermanos’ foi dos pés de Lautaro Martínez. Depois de cobrança de escanteio de Messi, a bola sobrou livre para o atacante na grande área, mas ele exagerou na força e finalizou sobre o travessão de Alisson. Nas estatísticas da partida, a Argentina terminou o clássico com 14 chutes a gol contra apenas 6 finalizações do Brasil, que acertou apenas uma vez o alvo do goleiro Andrada. A Seleção Brasileira até tentou empatar o jogo com bolas alçadas na área da Argentina, nos minutos finais, porém, os ‘hermanos’ estavam impecáveis na defesa, no meio de campo e com Messi no ataque que seguraram o resultado e garantiram a vitória. Para tentar se reabilitar e fechar o ano com vitória, o Brasil entra em campo na terça-feira, às 10h30 (de Brasília), contra a Coreia do Sul, nos Emirados Árabes. Já a Argentina e vivendo momento positivo com o técnico Lionel Scaloni, vai enfrentar a Seleção do Uruguai, nesta segunda-feira, às 16h15 (de Brasília), e com duelo entre os amigos Messi e Suárez.