Com mais de 100 clássicos na história, Brasil e Argentina têm retrospecto equilibrado

Brasileiros e ‘hermanos’ vão medir forças pela 107ª vez em clássico de teor inicialmente amistoso na Arábia Saudita

Último confronto aconteceu no Mineirão, em BH. Foto: Portal Futebol Diário

Belo Horizonte, 14/11/2019 – Portal Futebol Diário

Marco Túlio Souto

Antes Pelé e Maradona, atualmente Neymar e Messi. Considerado por muitos como um dos maiores clássicos e uma das maiores rivalidades do futebol mundial, Brasil e Argentina voltam a se encontrar nesta sexta-feira, às 14h (de Brasília), em amistoso na cidade de Riade, na Arábia Saudita e quatro meses depois de duelarem pela semifinal da Copa América, no Brasil. Este novo enfrentamento vai ser o de número 107 entre as duas seleções nas cifras gerais, segundo dados oficiais da FIFA – e o equilíbrio segue prevalecendo historicamente e também nessa década. Em toda a história do futebol, brasileiros e argentinos mediram forças majoritariamente por Copas Américas, Eliminatórias e amistosos, mas já se enfrentaram também por Copa do Mundo três vezes: 1974, 1978 e 1982. Nas três disputas em Copas do Mundo, o Brasil levou a melhor duas oportunidades, em 1974 (Alemanha Ocidental) e 1982 (Espanha), e perdeu no ano de 1978 (Argentina).

Na última vez que Brasil e Argentina se enfrentaram, pela Copa América, em julho passado, a Seleção Brasileira voltou a superar os ‘hermanos’ e não perde para o time argentino desde junho de 2017, quando foi derrotada pelo placar de 1 a 0, em amistoso em Melbourne, na Austrália. Depois disso, foram dois amistosos e com vitórias do Brasil. Em outubro do ano passado, a Seleção Brasileira venceu a Argentina também pelo placar de 1 a 0, na Arábia Saudita, além do triunfo neste ano na Copa América, por 2 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte, com gols marcados por Gabriel Jesus e Roberto Firmino.

Nessa década, Brasil e Argentina já duelaram 12 vezes reunindo amistosos, Superclássico das Américas, Eliminatórias e Copa América. Por pouco, eles não se enfrentaram em uma que seria inédita final de Copa do Mundo, em 2014, no Brasil, se não fosse o memorável 7 a 1 aplicado pela Alemanha em pleno Mineirão. De 2010 para cá, são 6 vitórias da Seleção Brasileira, 2 empates e 4 triunfos da Seleção da Argentina. Já no retrospecto geral do clássico em toda a história e contabilizando todos os torneios e amistosos disputados, a vantagem também é brasileira, mas a distância é curta. Até o momento, em 106 partidas, o Brasil venceu 42 jogos, contra 26 empates e 38 vitórias da Argentina, além de 158 gols da Seleção Brasileira e 165 tentos da Seleção Argentina.

Apesar de um equilíbrio histórico neste confronto, o desequilíbrio acontece quando são relembradas as últimas vitórias de cada um no país do adversário. Com mais um amistoso na história longe da América do Sul, o maior tabu de vencer fora de casa pertence à Argentina. Isso porque, a última vez que os argentinos saíram do Brasil vencedores de um jogo aconteceu em 1998, em amistoso disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro, e desfecho final de 1 a 0 para os ‘hermanos’. Já o jejum brasileiro é menor, com o seu último em 2009, em Rosário, na Argentina, pelo placar de 3 a 1, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo na África do Sul. Neste segundo e último embate entre as duas seleções em 2019, a Argentina chega para o duelo com sabor de revanche, enquanto o Brasil quer manter tal invencibilidade diante dos ‘hermanos’ para também voltar a reencontrar o caminho das vitórias que não acontece desde a final da Copa América, no triunfo sobre o Peru, pelo placar de 3 a 1, no Maracanã.

Um novo capítulo vai ser escrito e com equipes semelhantes que se enfrentaram pela última vez na história deste clássico, em BH. Comandado pelo técnico Tite, a Seleção Brasileira deve ir a campo com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison, Gabriel Jesus e Roberto Firmino. Por outro lado, a Seleção da Argentina, treinada por Lionel Scaloni, possivelmente vai enfrentar o Brasil logo mais com Andrada; Foyth, Otamendi e Tagliafico; Paredes, De Paul, Ocampos e Acuña; Messi, Lautaro Martínez e Aguero.