Falta de planejamento e desordem: Conmebol adia pelo segundo ano seguido local da final da Libertadores

Final entre Flamengo e River sofre mudança de localidade e vai ocorrer em Lima, no Peru; entidade máxima do futebol Sul-Americano, contudo, mostra organização deficiente

Flamengo e River Plate vão fazer final inédita da Libertadores. Reprodução: Conmebol

Do Portal Futebol Diário, em Belo Horizonte

O que parecia improvável em 2019, aconteceu. A Conmebol anunciou oficialmente que transferiu o local da final da Libertadores em jogo único para a cidade de Lima, capital do Peru. Antes, a decisão entre Flamengo e River Plate, marcada para Santiago, no Chile, precisou ser preterida restando pouco mais de duas semanas para a realização da partida – que permanece agendada para o dia 23 deste mês. A mudança de localidade é devido às manifestações de cunho político que vêm acontecendo no Chile nas últimas semanas e, por falta de segurança, a entidade máxima do futebol Sul-Americana bateu o martelo e cancelou o embate para o país chileno. O curioso, em contrapartida, é que na semana passada a Ministra do Esporte do Chile, Cecília Pérez, garantiu que a final seria ocorrida em Santiago, algo que complicou a vida dos torcedores de Flamengo e River Plate consequentemente para a aquisição de ingressos e serviços de viagem. No mesmo dia, a Conmebol não se pronunciou oficialmente contra a manutenção da partida para o Chile e somente nessa terça-feira foi feito o comunicado.

Esta é a segunda vez que a Conmebol se atrapalha completamente para realizar o principal evento de clubes de futebol da América do Sul na última hora. Há um ano e depois de vários dias sem uma decisão concreta, a entidade precisou remarcar o segundo jogo da final entre River Plate e Boca Juniors para Madrid, na Espanha, uma vez que atos de vandalismo por parte da torcida do River tirou qualquer possibilidade da realização da partida para o seu estádio, em Buenos Aires, mas a realização daquela inédita final na Europa não saiu como positiva para a organização. Assim, ficou evidente, mais uma vez, a falta de melhor preparo e bastante desordem da Conmebol em momentos decisivos e cruciais ao seu ‘carro-chefe’, a Libertadores.

A nova alteração de país para a final do máximo torneio do continente, que era até poucos dias anunciada em todo o mundo para Santiago, exige novamente dos clubes uma dor de cabeça maior para a preparação das equipes e também dos serviços em geral. Com milhares de ingressos vendidos para o duelo no Chile, a Conmebol vai devolver o valor dos bilhetes adquiridos. “Com a mudança de sede da final única para a cidade de Lima, e considerando que os torcedores de ambas as equipes podem manter ou mudar suas decisões de viajar, a Conmebol estabelece as seguintes modalidades. Serão devolvidos 100% do valor das entradas aos torcedores que tenham comprado por meio da forma de pagamento pela qual realizaram a compra. Aos mesmos torcedores se emitirá um novo código, que lhes dará direito de preferência de compra em até 72 horas. Após o prazo, o código ficará inválido, e as entradas serão colocadas à venda para o público geral”, diz a nota oficial.

No Chile, o campeonato local está parado há mais de três semanas pelos intensos protestos e extrema falta de segurança, que poderiam oferecer total risco aos torcedores e turistas que fossem presenciar a final entre um verdadeiro Brasil e Argentina pela taça mais cobiçada da América do Sul e valendo vaga no Mundial de Clubes, em dezembro. Com a nova decisão, desta vez não ocorrendo na Europa, o Estádio Monumental de Lima, de capacidade para 80 mil pessoas e, provavelmente, que contará com forte esquema de segurança, vai ser o palco de Flamengo e River Plate.